Muitos, inclusive eu, se perguntam como Deus pode ser uniciente se ele próprio nos deu o Livre Arbítrio para que tomássemos nossas decisões e escolher-mos se queremos, ou não, seguir o plano de Deus. Para entender melhor este dilema, busquei uma analogia com a física quântica para fundamentar alguns argumentos.
Primeiro, partimos da idéia de Eternidade. Para nós, cristãos, a Eternidade é um presente de Deus para aqueles acolheram os planos Dele para sua vida. Lá, é o lugar onde o tempo não corre, não há passado nem futuro, lá se vive um constante presente.
Mas então, para nós, o que seria o Tempo?
Os físicos nos dizem que não se sabe ao certo o que é o tempo. Alguns quânticos defendem a seguinte lógica:
Quando um evento vai acontecer, todas as n possibilidades acontecem, porém, quando interferimos no sistema, nós tomamos uma única escolha pra seguir, um único rumo.
Um exemplo clássico deste pensamento é o Gato de Schrodingger. Schorodingger, tentando explicar de forma macro a teoria dos eventos propôs o seguinte experimento:
Imagine uma caixa e nela há um disposivito que, quando acionado, libera uma substância muito tóxica. Se colocarmos um gato dentro desta caixa e fecharmos-na em seguida, obteremos um sistema onde existem duas possibilidades para o gato: ou ele está morto ou ele está vivo. A teoria dos eventos diz que as duas opções existem. Porém, quando violamos a caixa, interferimos no sistema e adotamos uma das possibilidades para ser nosso evento diretor. A dinâmica é muito similar como uma árvore de possibilidades. Quando escolhemos uma, outra série de opções nos são reveladas.
Sabendo disto, alguns defendem que o tempo nada mais é do que a nossa percepção às escolhas destes eventos.
Imaginando essas n possibilidades como uma árvore e esta árvore posicionada em um plano em que nós estamos inseridos nele. Para o espectador que está no mesmo plano o tempo corre. Ele está interagindo com o sistema e infinitamente ele faz escolhas eventos nesta árvore de possibilidades. Agora imagine para um espectador que está num plano paralelo, de fora desse plano da árvore. Para este espectador o tempo não passa, pois ele enxerga todas as n possibilidades acontecerem de modo que ele sabe toda a linhagem da árvore.
E é neste ponto onde concebo que há sim como Uniciencia de Deus e o livre arbítrio dos homens não serem uma contradição.
Deus seria o nosso espectador que se encontra no plano externo ao plano da árvore, onde ele enxerga todas as nossas possibilidades de escolha, onde o tempo não passa, parecido com a nossa eternidade.
Nós, homens, exercemos o nosso livre arbítrio na escolha de cada evento daquela árvore que Deus colocou em nossos caminhos podendo, ou não, fazer as escolhas corretas.
Lógico que isto não explica a complexidade que é o poder de Deus, mas me dá um pouco mais de entendimento a partir de recursos que o próprio Deus nos dá que é o dom da Ciência.
Ciência e Religião podem sim andar juntas, pois ambas derivam de uma mesma nascente comum que é a criação divina.
Texto por pH Vulgo Paulo Henrique


po, o kra é inteligente mesmo viu...
ResponderExcluireu jamais viajaria tão longe. Num tenho passagem de ida...xD
ResponderExcluirGostei da hipotese de que Deus enxerga todas as nossas possibilidades de escolha, de fato ele quer o melhor para nós, mas a escolha de seguir determinados caminhos sempre caberá a nós. Chegar ou não a um fim "bom" depende muito de cada um.
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