sábado, 20 de fevereiro de 2010

Vida inteligente no msn: is this possible? Yeah! -> prova concreta

Participação especialíssima da cabeça  pensante mensionada em tópicos passados.





Muitos, inclusive eu, se perguntam como Deus pode ser uniciente se ele próprio nos deu o Livre Arbítrio para que tomássemos nossas decisões e escolher-mos se queremos, ou não, seguir o plano de Deus. Para entender melhor este dilema, busquei uma analogia com a física quântica para fundamentar alguns argumentos.
 
Primeiro, partimos da idéia de Eternidade. Para nós, cristãos, a Eternidade é um presente de Deus para aqueles acolheram os planos Dele para sua vida. Lá, é o lugar onde o tempo não corre, não há passado nem futuro, lá se vive um constante presente.

Mas então, para nós, o que seria o Tempo?

Os físicos nos dizem que não se sabe ao certo o que é o tempo. Alguns quânticos defendem a seguinte lógica:

Quando um evento vai acontecer, todas as possibilidades acontecem, porém, quando interferimos no sistema, nós tomamos uma única escolha pra seguir, um único rumo.
Um exemplo clássico deste pensamento é o Gato de Schrodingger. Schorodingger, tentando explicar de forma macro a teoria dos eventos propôs o seguinte experimento:
Imagine uma caixa e nela há um disposivito que, quando acionado, libera uma substância muito tóxica. Se colocarmos um gato dentro desta caixa e fecharmos-na em seguida, obteremos um sistema onde existem duas possibilidades para o gato: ou ele está morto ou ele está vivo. A teoria dos eventos diz que as duas opções existem. Porém, quando violamos a caixa, interferimos no sistema e adotamos uma das possibilidades para ser nosso evento diretor. A dinâmica é muito similar como uma árvore de possibilidades. Quando escolhemos uma, outra série de opções nos são reveladas.

Sabendo disto, alguns defendem que o tempo nada mais é do que a nossa percepção às escolhas destes eventos.

Imaginando essas n possibilidades como uma árvore e esta árvore posicionada em um plano em que nós estamos inseridos nele. Para o espectador que está no mesmo plano o tempo corre. Ele está interagindo com o sistema e infinitamente ele faz escolhas eventos nesta árvore de possibilidades. Agora imagine para um espectador que está num plano paralelo, de fora desse plano da árvore. Para este espectador o tempo não passa, pois ele enxerga todas as n possibilidades acontecerem de modo que ele sabe toda a linhagem da árvore.

E é neste ponto onde concebo que há sim como Uniciencia de Deus e o livre arbítrio dos homens não serem uma contradição.
Deus seria o nosso espectador que se encontra no plano externo ao plano da árvore, onde ele enxerga todas as nossas possibilidades de escolha, onde o tempo não passa, parecido com a nossa eternidade.
Nós, homens, exercemos o nosso livre arbítrio na escolha de cada evento daquela árvore que Deus colocou em nossos caminhos podendo, ou não, fazer as escolhas corretas.

Lógico que isto não explica a complexidade que é o poder de Deus, mas me dá um pouco mais de entendimento a partir de recursos que o próprio Deus nos dá que é o dom da Ciência.
Ciência e Religião podem sim andar juntas, pois ambas derivam de uma mesma nascente comum que é a criação divina.


Texto por pH Vulgo Paulo Henrique

3 comentários:

  1. pH - Vulgo Paulo Henrique20 de fevereiro de 2010 às 23:52

    po, o kra é inteligente mesmo viu...

    ResponderExcluir
  2. eu jamais viajaria tão longe. Num tenho passagem de ida...xD

    ResponderExcluir
  3. Gostei da hipotese de que Deus enxerga todas as nossas possibilidades de escolha, de fato ele quer o melhor para nós, mas a escolha de seguir determinados caminhos sempre caberá a nós. Chegar ou não a um fim "bom" depende muito de cada um.

    ResponderExcluir