terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Circunferências



Vejo todos os dias na televisão, que tenho assistido até demais ultimamente, pessoas que, na minha visão primária não tem nenhum valor intelectual. Sempre via o ar de superficialidade em muitos rostos e logo pensava o quão são sem cérebro. Mas aí comecei a tentar ver as coisas com outros olhos de acordo com a seguinte linha de pensamento:
Vamos partir de um indivíduo e seu inimigo. O primeiro ser pode não gostar do segundo, mas certamente esse segundo tem alguém que o tem como amigo. O primeiro, por vê-lo como inimigo, só consegue enxergar seus defeitos, o que não impede o segundo de ter qualidades. Resumindo: é tudo uma questão de ponto de vista.
Então, como posso dizer, ou pensar, que alguém não é inteligente, a olho nu? O que é inteligência? O que torna uma pessoa inteligente? Alguns diriam que a base da inteligência é fazer o uso da lógica. Mas e uma mãe, cansada de estar cansada, que vive por resolver problemas inusitados de sua vida matriarcal, dando fim a situações que não se interligam por lógica nenhuma, seria desinteligente?
Até onde vai nosso conceito de inteligência? Um sábio é inteligente? O esperto é inteligente? A inteligência vem de dentro ou de fora? Sou inteligente porque sei resolver uma equação ou porque conheço as estrutura do corpo humano como conheço a palma da minha mão? E será que eu ao menos conheço a palma da minha mão? Isso me torna um ser ignorante?
Tenho a teoria que cada um sabe das coisas à sua maneira, não importa que seja um cientista indicado ao prêmio Nobel ou uma líder de torcida (nada contra).
Mas, o ponto mais culminante que nos leva a pensar na importância de ser inteligente:
Saber de alguma coisa nos faz pessoas melhores?
Será que as pessoas “circunferências”, rotuladas por mim a partir do Ensino Médio, que seriam vazias por dentro de suas cabecinhas, são mesmo inferiores como eu pensava? Como diria meu antigo professor de física, “depende do referencial tomado”.

Um comentário:

  1. pH - Vulgo Paulo Henrique25 de fevereiro de 2010 às 09:59

    É comum nos dias atuais confundir inteligência com intelectualidade. Por uma questão até mesmo cultural, nós tinhamos como padrão de inteligência aquela pessoa bem sucedida que ia pra capital estudar pra ser "doutor Adévogado".

    E foi-se criando um estereótipo de que pessoas inteligentes eram aqueles que obtinham sucesso acadêmico.

    Então meus caros, o que dizer do Tio José: - analfabeto de pai, mãe e parteira!- que consegue identificar,concertar e montar um circuito integrado com indutores, capacitores e resistores, em série ou em paralelo e ainda por cima, melhor do que muito Doutor formado na capital.

    Inteligência não é ganhar um papel enrolado em forma de canudo.

    Pra mim, inteligência é facilidade em aprender. Seja lá o que for! ou algo que te ensinam, ou algo que queria aprender somente olhando. Você ter especialidade no orifício interno do ouvido direito da mulher irlandesa não o faz mais inteligente do que um agricultor que, só olhando o contorno das nuvens, sabe o dia e,quiçá,até a hora que vai chover.

    então querida louli, eu acho que nós não conseguimos enxergar inteligencia nas "circunferências" por que o que nos chama mais atenção nelas são os "pretty bust..." assim como chamou a atenção do nosso caro fotógrafo em sua modelo.

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