Vejo todos os dias na televisão, que tenho assistido até demais ultimamente, pessoas que, na minha visão primária não tem nenhum valor intelectual. Sempre via o ar de superficialidade em muitos rostos e logo pensava o quão são sem cérebro. Mas aí comecei a tentar ver as coisas com outros olhos de acordo com a seguinte linha de pensamento:
Vamos partir de um indivíduo e seu inimigo. O primeiro ser pode não gostar do segundo, mas certamente esse segundo tem alguém que o tem como amigo. O primeiro, por vê-lo como inimigo, só consegue enxergar seus defeitos, o que não impede o segundo de ter qualidades. Resumindo: é tudo uma questão de ponto de vista.
Então, como posso dizer, ou pensar, que alguém não é inteligente, a olho nu? O que é inteligência? O que torna uma pessoa inteligente? Alguns diriam que a base da inteligência é fazer o uso da lógica. Mas e uma mãe, cansada de estar cansada, que vive por resolver problemas inusitados de sua vida matriarcal, dando fim a situações que não se interligam por lógica nenhuma, seria desinteligente?
Até onde vai nosso conceito de inteligência? Um sábio é inteligente? O esperto é inteligente? A inteligência vem de dentro ou de fora? Sou inteligente porque sei resolver uma equação ou porque conheço as estrutura do corpo humano como conheço a palma da minha mão? E será que eu ao menos conheço a palma da minha mão? Isso me torna um ser ignorante?
Tenho a teoria que cada um sabe das coisas à sua maneira, não importa que seja um cientista indicado ao prêmio Nobel ou uma líder de torcida (nada contra).
Mas, o ponto mais culminante que nos leva a pensar na importância de ser inteligente:
Saber de alguma coisa nos faz pessoas melhores?
Será que as pessoas “circunferências”, rotuladas por mim a partir do Ensino Médio, que seriam vazias por dentro de suas cabecinhas, são mesmo inferiores como eu pensava? Como diria meu antigo professor de física, “depende do referencial tomado”.






