domingo, 3 de abril de 2011

Os púberes que me perdoem, mas maturidade é fundamental.



Cansei.
Essa ladainha já não cola mais.
Não adianta dizer que sou a mulher dos sonhos de todo homem.
Não adianta dizer que quer meu abraço e que sente saudades do meu cheiro.
Não cola mais.
Simplesmente não acredito.
Seja um homem e eu acreditarei em você.
Cresça. Apareça.
Aí sim.
Mas enquanto você tiver a maturidade de um golfinho bebê, é melhor você continuar caçando "as novinhas".

Mulheres.
Já nascem com o peso nas costas pelo dever de serem sempre quietinhas e chorarem baixo, porque, afinal, são mulheres.
Crescem ouvindo sempre como se devem se comportar ou agir, nunca, jamais, em tempo algum, podendo se exceder sem ouvir um "Fulana! Tenha modos! Você já é uma mocinha!"
Já é uma mocinha.
Sempre arrumadinhas, acanhadas e com um sorriso medroso e confuso nos lábios.
Quando crescem e chegam à idade adulta, tem que "se dar ao respeito". Essa expressão não cola para mim.
São incumbidas de serem sempre confiáveis para seus filhos, fiéis para seus maridos e felizes para o resto do mundo.
Essa é a figura pintada pela maioria daqueles que conheço.
Mas thank God os tempos mudaram.

Ligeiramente grávido!


Já tinha ouvido falar que a maternidade obrava milagres, mas nunca pensei o quão impactante poderia ser a vinda de um novo ser a um laboratório perdido no velho-oeste nordestino. Vê-se que todos começam a rir, chorar, amar, se arrepender, contabilizar, tudo ao mesmo tempo, quando uma notícia dessas vem. Tudo é motivo de piada e toda hora é hora para se cantar "Foge foge, mulher maravilha. Foge foge, com o Super-Man!" Tudo bem que os bebês são uma benção, mas aposto que se todos (e eu digo todos) soubessem que a mudança seria tão drástica, aposto que o gene marcante da EP.24.15 já estaria disseminado há muito tempo. Vai entender!