quinta-feira, 11 de março de 2010
Devaneios de 10 de março de 2010
OBS: Esse texto é tirado de meu diário pessoal. Não se espantem. Sou assim mesmo. Vai saber... Não me odeiem por isso. Nem me amem. Sei lá. Achem o que achar.
Tenho muitas dúvidas.
Eu mesma sou uma incógnita.
Não se explicar, mas a vontade de escrever me vem e vai, como uma gripe que se pensa que curou, mas que volta como aquela dor de garganta semestral que acolho com muita amoxilina ( a cada 8 horas).
Queria escrever. Escrever bem, para que as pessoas gostassem de ler.. Que pudessem ver alí um espelho borrado de sua alma, com algumas semelhanças, sim, mas confusas em meio a fatores que influem interna e externamente sobre nós.
Tenho medo de não ser compreendida. Tenho medo de ser entendida.
Gostaria de escrever um livro do qual as letras seduzissem como prostitutas francesas os olhos e a mente de quem lê.
Mas, e se essa não for o caminho?
Tento puxar para o lado cômico. Gente gosta mais de rir do que chorar.
Outra dúvida: Por qual motivo são tão alegre na vida e tão mórbida no papel? Dizem que a boca fala aquilo de que o coração está cheio. Mas eu não falo. Escrevo.
Não se pode ser alegre e triste ao mesmo tempo. Pode? Alguma coisa é falsa. Tenho certeza de que o quebrantamento do corpo não é.
Esse ar negro que paira nas minhas pálpebras, o qual eu não deixo que ninguém veja (d'ále pó) é resultado de muitos machucados por dentro.
Sabe quando se sente rasgando por dentro? Um mix de raiva, mágoa e vergonha. Dor emocional que se transfere para a carne.
Sou muito nova para escrever tão amargos períodos? Não há idade para sofrer de ferida de alma.
Cansei.
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